quinta-feira, dezembro 08, 2005

REVIEWS DE CDs


GREEN DAY - BULLET IN A BIBLE (CD+DVD)

Como é bom ver e ouvir uma das melhores bandas da atualidade fazendo boa musica ao vivo. De uma banda punk que costumava tocar em lugares como o CBGB's de Nova York, o Green Day torna-se uma banda madura e politizada que lota estádios tão facilmente quanto o U2. Assim, podemos dizer que esse DVD/CD é indispensável para qualquer um que queira ver uma grande banda em seu melhor momento desde que estourou para o mundo com o já clássico "Dookie". No show gravado no Milton Keynes National Bowl, Reino Unido, em 18 e 19 de Junho de 2005, a banda apresenta-se para o que os próprios integrantes dizem ser "o maior show de punk rock da historia". Com um setlist de aproximadamente 20 músicas em cada noite, a banda preferiu utilizar apenas 14 no disco, utilizando cenas de bastidores e entrevistas ao final de cada música no DVD. Dirigido por Samuel Bayer (diretor de todos os clipes do American Idiot, e também do filme que está em fase de pré-produção), temos um DVD que mostra toda a energia da banda ao vivo, e também cenas de bastidores que mostras coisas divertidas e até algumas emocionantes, como na cena em que o baixista Mike Dirnt, diz a respeito do nervosismo que sente antes de cada show, embora as pessoas não acreditem nisso, pois estão há muitos anos na estrada. Assim, não apenas para mostrar o que a banda é capaz de fazer ao vivo, mas também para mostrar que são pessoas como qualquer outra.
O disco começa já com a "trinca" de apresentação do disco "American Idiot" (ao todo são 7 das 13 musicas do AI incluídas no disco). A faixa título, seguida por "Jesus Of Suburbia" e "Holiday" (apresentada por Billie Joe como "não uma musica anti-americana, e sim uma musica anti-guerra"), mostram logo de cara a vontade da banda em mostrar sua energia. Logo a seguir temos a bela "Are We The Waiting" seguida de "St. Jimmy" (provávelmente o próximo single), para logo depois sair um pouco da fase AI e agradar a antigos fãs da banda, com a seqüência "Longview" (do disco "Dookie" de 1994), "Hitchin' a Ride" (do disco "Nimrod" de 1997 ), "Brain Stew" (do disco "Insomniac" de 1995), e "Basket Case" (também do "Dookie"), levando o ouvinte a querer outros clássicos que não foram incluídos como "She" e "Welcome to Paradise" (ambos do Dookie). O disco continua e entra em um clima de descontração total, com a divertida "King For a Day"(também do "Nimrod") emendada com a cover de "Shout" da banda "The Isley's Brothers" e de "Always Look on the Bright Side of Life", musica de Eric Idle apresentada originalmente no filme "A vida de Brian" do Monty Python. Então o clima acalma um pouco com a introdução de "Wake me Up When September Ends", na qual Billie Canta o trecho de introdução da música "Letterbomb" ("Nobody likes you, everyone left you, They're all out without you, Having fun" - trecho esse que também faz parte da faixa "The Death of St. Jimmy", também do AI), acompanhado em uníssono pela platéia. Assim, com o fim chegando, vemos a já clássica "Minority" (do disco "Warning" de 2000), seguida de "Boulevard Of Broken Dreams", e fechando com um Billie Joe emocionado cantando a balada "Good Riddance (Time Of Your Life)" (também do disco "Nimrod"), novamente acompanhado por aproximadamente 65.000 fãs presentes no show. O disco peca na falta de um encarte com mais informações e fotos, assim como o DVD peca na falta de extras ou dos clipes do disco American Idiot. Porém nada que tire o valor desse disco. O preço assusta um pouco (não o encontrei por menos de 50 reais), porém é um dinheirinho bem gasto nesse fim de ano, em se tratando de um DVD+CD do Green Day em sua melhor fase.
NIRVANA - SLIVER - THE BEST OF THE BOX
Se você não gosta de barulho e microfonias, logo de cara não recomendo que ouça Nirvana. Porém se você gosta da banda, precisará ser muito fã mesmo para ouvir esse disco. Não que o mesmo não seja bom, muito pelo contrário, afinal podemos ouvir Kurt e sua banda em suas performances mais inspiradas por parte de Kurt Cobain. Porém a qualidade do som é que não colabora. Por serem gravações caseiras, demos e ao vivo, gravadas em fitas k7, o que se ouve nesse disco são chiados... barulhos... microfonia...música. Sim, a musica de Kurt, feita para o mundo que havia criado para si mesmo.Disco esse que na verdade é uma coletânea dos três CDs incluídos na Box "With The Lights Out". Talvez uma forma de desculpar-se por não ter lançado a Box em todo o mundo (no Brasil só é possível encontrar a importada, por exemplo), ou mais uma forma de a gravadora lucrar com o espólio da banda. Porém é interessante ouvir a primeira demo da Fecal Matter (banda antecedente ao nirvana), tocando a clássica e nunca antes lançada versão de estúdio de "Spank Thru" (lançada apenas ao vivo no disco "From The Muddy Banks of The Wishkah" e na Box "With The Lights Out"), seguida da cover ao vivo "Heartbreaker" do Led Zeppelin. Assim, começam a aparecer as demos e versões ao vivo, com destaque para a famosa "Opinion", a versão original da clássica "Smells Like Teen Spirit", a demo caseira de "You Know You're Right" e a gravação original de "Heart Shaped-Box" (originalmente chamada "Heart Shaped-Coffin") gravada em um estúdio no Brasil, quando a banda se apresentou em terras tupininquins.
Um disco difícil de ser ouvido, mas interessante, independentemente de ser uma forma de ganhar dinheiro ou não, ou de ser um "pedido de desculpas" por parte da gravadora, afinal, o disco fala por si só. Com um encarte diferente e cheio de informações, é um disco para os fãs mais fiéis da banda. Item de certa forma dispensável, tanto para fãs quanto para leigos, mas uma alternativa para aqueles fãs que não possuem condições de comprar a Box importada. Um disco para o fã guardar junto com a coletânea "Nirvana" (aquela que só tem "You Know You're Right" de música nova), no fundo da estante, e continuar ouvindo o "Nevermind" ou o "In Utero".
Por Felipe Gomes
Hoje não vou colocar downloads. No próximo post vou colocar a Pocketwatch, demo do Dave Grohl. Estou elaborando o texto para colocá-lo aqui.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

CURITIBA ROCK CITY


Depois de 15 anos de espera, finalmente o Pearl Jam chega ao Brasil. O segundo show deles no país foi em Curitiba, com chegada triunfal pelo elevador das pedras e tudo.
De cara iniciaram os riffs de “Corduroy”, o que estremeceu o público. Em seguida já veio “Do the Evolution”, um hino da banda. Apesar de um set-list bem extenso, algumas músicas que os fãs queriam ouvir não entraram no set do show de Curitiba, como “Daughter”, “Wishlist”, “I Am Mine”, “Oceans” e outras.
Não suficiente terem feito um show fenomenal, os integrantes da banda esbanjaram carisma e reconhecimento para com os fãs. Vedder corre de lado a lado do palco, ameaça pular no público mas a distância até o pessoal é considerável, mas seria ainda maior, se o vocal não tivesse pedido à organização que tirasse as pedras da frente, pras pessoas ficarem mais perto. A apresentação teve direito até alguns passos de Michael Jackson por Eddie Vedder. Ou seria uma tentativa de samba?
Para que o público pudesse interagir com a banda, Eddie Vedder traz consigo algumas frases em português, que são lidas com uma certa dificuldade, pelo fato de nosso idioma ter um grau elevado de entendimento no exterior e também por ele estar um pouco embriagado pelo vinho que acompanhava as músicas.
Assim, os integrantes deixam o palco pela primeira vez, depois de executar a seqüência “Better Man” – “Black” – “Once” – “Porch”, para, instantes depois, o retorno apenas de Eddie Vedder ao palco, para o solo de ‘’Last Kiss’’, que quebra o clima eufórico por alguns momentos e dá lugar à emoção e até choro da parte de algumas fãs.
Logo depois vieram os três pontos altos do primeiro bis, claro sem esquecer de Jeremy: a cover dos Ramones, “I Believe in Miracles” e “Kick ou the Jam” (MC5 Cover), com participação do Mudhoney, banda que abriu o espetáculo.
Encerrado o primeiro bis, o público inicia um coral de um trecho de ‘’Alive’’, uma das clássicas da banda. Enfim, eles retornam pela terceira e última vez ao palco, pra encerrar o que foi o melhor show da vida de muitas das pessoas que estiveram lá presentes, independentemente se são fãs que aguardaram esse momento por 15 anos ou os que são admiradores da banda há pouco tempo.
Após executarem ‘’Alive’’, parecia estar encerrada a apresentação, mas Eddie Vedder consulta novamente seus papéis com frases traduzidas pro português e menciona a história de um rapaz, que sofreu um acidente de automóvel em 2004, que está se recuperando.
O rapaz chama-se Leandro, é veterinário e recebeu o maior presente de sua vida: receber uma homenagem de seus ídolos: “Yellow Ledbetter” encerrando com chave de ouro a apresentação em Curitiba, fazendo de Curitiba uma referência ainda maior em receber shows de grande porte com este, quem sabe assim despertando interesse em outras bandas grandes.
Por Osvaldo Polak
MP3
Hoje resolvi colocar os b-sides do "In Your Honor" do Foo Fighters. As acústicas não me agradaram tanto quanto as "normais", pelo menos nos b-sides. Destaque para "FFL", "World" e "I Feel Free".