domingo, setembro 24, 2006

....érika martins & telecats, luisão, kátia dotto...


Meados dos anos 90.
O rock nacional anda meio mal das pernas. Algumas bandas novas aparecem, e mostram potencial para se tornarem bandas do primeiro time do rock brazuca.

Uma delas, com vocal doce e melodias muito bem feitas, a banda Penélope mostra que pode vir a ser uma das salvações do rock nacional, que ainda sentia a perda de alguns de seus principais ídolos, como Renato Russo e Cazuza, e não havia encontrado ainda, ídolos à altura desses.



Formada por Érika Martins (Vocais, Guitarra), Érika Nande (Baixo), Luisão (Guitarra), Constança Scofield (Flauta e Teclado), e Mario Jorge (Bateria) e tendo como carro chefe, a versão de "Namorinho de Portão" do mestre Tom Zé, e da excelente "Holiday", a banda chega às rádios e programas de TV, conseguindo uma boa repercussão, e muitos fãs por todo o país.
Alguns anos depois, após três discos gravados, a banda anuncia seu fim.

Porém, o que parece um motivo de tristeza para os fãs, torna-se uma oportunidade de conhecer o outro lado de seus integrantes.



O guitarrista Luisão, parte para sua carreira solo, fazendo sua música, com muita personalidade.
Saindo totalmente do som que fazia no Penélope, Luisão mostra sua "bossa noise", como o próprio define em sua página no MySpace.



Com músicas gravadas em seu estúdio caseiro, onde grava todos os instrumentos, podemos conferir todo o virtuosismo e talento desse grande músico.



01 - A_CATEDRAL_DE_BERNA
02 - SAUDADE_SEM_SAIDA
03 - QUADRICULADO
04 - CANÇÃO_DE_NINAR
05 - ACONTECE
06 - LÓGICA DOS MOTORES


Assim como Luisão, a baixista Érika Nande também resolveu partir para rumos diferentes.
Tornou-se produtora, e acompanha a cantora e guitarrista Kátia Dotto.



Kátia Dotto, com seu segundo EP auto-intitulado, independente, lançado em meados de 2005, posicionou a carioca como um dos destaques do cenário independente carioca. Katia Dotto tem a produção de Érika Nande (Penélope, Baby do Brasil, Caetano Veloso, Jussara Silveira), guitarra de Walter Villaça (Cássia Eller e Simone), bateria de Raphael Miranda (Brasov e Saywoa) e os vocais de Cecília Spyer. O disco traz uma sonoridade mais trabalhada com guitarras “slides”, violões, viola, baixo acústico, distorções e arranjos vocais.



A parceria com Érika se estende na composição de três das cinco canções. Após o lançamento do EP, Katia ganhou espaço nos principais veículos do país, está indicada no site Trama Virtual, passou por São Paulo, fez apresentações em pequenos shows na cena underground do Rio de Janeiro, até chegar em eventos renomados como Festa da Laboratório Pop e London Burning. Em dezembro, se destacou entre 800 bandas e foi uma das três finalistas do festival Oi Tem Peixe Na Rede (com voto popular), em que ganhou uma mini turnê pelo país.
(Fonte: Kátia Dotto.com.br)

KÁTIA DOTTO - AS HORAS
KÁTIA DOTTO - EU TE DIGO
KÁTIA DOTTO - SE EU FOSSE DE LÁ


Enquanto isso, a guitarrista e vocalista Érika Martins resolveu seguir, montando a banda Érika Martins & Os Telecats.



A banda, com uma sonoridade incrível, prepara seu primeiro disco, já com um grande número de fãs, e muita expectativa.



A banda formada por Érika Martins (vocal e guitarra), Bjorn Hovland (guitarra), Carla Kieling (baixo) e Márcio Ribeiro (bateria), segue na preparação do disco, e fazendo shows por todo o país.

Enquanto o cd não sai, a banda já disponibilizou algumas músicas na internet, o que deixa a expectativa ainda maior, visto que até agora, as músicas estão excelentes.

ÉRIKA MARTINS & TELECATS - SACARINA
ÉRIKA MARTINS & TELECATS - ME PROVOCAR
ÉRIKA MARTINS & TELECATS - LENTO


LINKS RELACIONADOS:
MySpace Érika Martins & Telecats
MySpace Kátia Dotto
MySpace Luisão
Fotolog Érika Martins
Fotolog Luisão
Fotolog Kátia Dotto


* Videos no YouTube:
Sacarina (Porão do Rock - BSB)
Me provocar
Nada sem você
Érika no site Rock em Geral


Comunidades Relacionadas ao Penélope no orkut:
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sexta-feira, setembro 15, 2006

Wolf Parade, o cão retardado de 4 cabeças

Que o Canadá nunca foi um grande expoente na cena artística, não é segredo algum. Mas é claro o fato de que na época em que se acreditava nisso, o melhor ainda estaria por vir.

E o Arcade fire quem o diga, depois de surgir de forma praticamente anônima, a banda em pouco tempo dominou a internet, fez 3 apresentações no Brasil (Rio, SP e POA) e hoje é umas das bandas atuais mais conceituadas e promissoras no mundo, fazem apresentações por todos os cantos e são imensamente aclamados em qualquer lugar que estejam. Além desta, ainda temos como exemplo o The Dears e o Broken Social Scene.

Tive a oportunidade, em 2005, de assistir uma apresentação do Arcade Fire em SP; confesso que depois deles, não me lembro do Kings of Leon e o Strokes, que fecharam, respectivamente, o Tim Festival de 2005. Claro que Strokes e o KOL são duas de minhas bandas preferidas :)

De não muito longe do Arcade Fire, aliás, são vizinhos, vem o Wolf Parade. A localização é Quebéc, Montreal. O Quebéc é a maior província do Canadá (A 2ª mais habitada), também possui a 2ª maior cidade do país, Montreal. O idioma oficial é o francês, por isso é comum artistas de lá usarem o idioma para composição e interpretação de, pelo menos, algumas de suas canções.

hoje em dia é muito comum bandas independentes estourarem em pouco tempo de carreia, e a grande responsável por isso, é a Internet; isso me lembra, com bastante tom de piada, o fato de bandas como o Metallica e Offspring abominarem e tentarem à todo custo destruir todos aqueles que cultivavam a tal MP3 e o conceito de "consuma sem pagar". Claro que não estou sugerindo, de forma alguma, que as pessoas parem de comprar discos e baixem mp3s até seus HDs explodirem; nada como ter o CD, físico, nas mãos. Também sou um dos que pensam, sem demagogia, no "Baixou e gostou? Compre!". Também não contesto a atitude de reprovação e indignação daqueles que não gostam de gravar um disco e vê-lo, uma semana antes do lançamento, disponível para download na internet.

* Gostaria de deixar bem claro aqui, que não tenho nada contra essas bandas, contra os gêneros e muito menos contra os fãs. Não quero de forma alguma criar desavenças entre os fãs de tais bandas.

Wolf Parade, formada em 2003, não foi exceção: a banda surgiu de forma mais surpreendente e rápida possível na cena artística canadense. Seus integrantes são Spencer Krug (teclados e vocais), Dan Boeckert (guitarras e vocais), Arlen Thompson (bateria) e Hadji Bakara (teclados, eletrônica).
Spencer Krug, líder da banda, já esteve na formação de bandas como Frog Eyes (foi um dos fundadores) e Destroyer, com qual ainda mantem projetos (esta já abriu um show local para o Arcade Fire). Dan Boecker integrava a formação do, já não mais existente, Atlas Strategic quando foi convidado, por Spencer, a se juntar à banda. Arlen Thompson viria depois para assumir as baquetas. Hadji Bakara com seus sintetizadores, foi o último a incorporar à banda.

A banda lançou seu primeiro disco em 2005, pelo selo "Sub Pop"; "Apologies To Queen Mary", parcialmente produzido por Isaac Brock, líder do Modest Mouse. O disco possui composições e interpretações dividas entre Spencer Krug e Dan Boeckert. Aliás, este dois começam a se destacar pela forma com que interpretam suas canções.
As músicas compõem uma grande harmonia entre si; tristeza, melancolia e angústia contrastam com outros temas mais ligados à relacionamentos.

Alguns promos e um EP lançado de forma independente em 2003, também constam no currículo da banda, que já foi definida, pelos próprios integrantes, como "Um cão retardado com quatro cabeças". Atualmente eles rodam o mundo em turnê de promoção do disco de estréia. O primeiro show, como se já não houvessem tantas familiaridades, foi uma abertura para o Arcade Fire. Aliás, não seria má idéia o Wolf Parade, à exemplo do Arcade Fire, vir logo fazer algumas apresentações no Brasil.

Vários projetos ligados à banda estão previstos para serem lançados em 2006: Spencer Krug mantem firme e forte seu projeto paralelo, o Sunset Rubdown. Dan Krueger também toca o seu projeto paralelo, Handsome Furs. O Wolf Parade continua fazendo apresentações por todo canto.

Parece mesmo que o Canadá estava guardando, para a última hora, o melhor do cenário musical. Hoje, não só Quebéc, que por muitos é considerada uma área separada do Canadá, mas também todo o país, podem comemorar e se orgulhar por esta façanha que não dá sinal algum de que vai acabar por aí.